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Síndrome de Guillain-Barré

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença causada por uma resposta imune aberrante às infecções, que resulta em danos aos nervos periféricos e raízes nervosas, com consequências potencialmente fatais.

É a causa mais comum de paralisia flácida aguda, com uma incidência (casos novos) global anual de aproximadamente 1 por 40.000 pessoas por ano. Ocorre com mais frequência no sexo masculino do que no feminino e a incidência aumenta com a idade.

Embora considerada rara, a incidência da Síndrome de Guillain-Barré pode aumentar durante surtos de doenças infecciosas, como a Covid-19, o que parece estar acontecendo. Ainda, no futuro provavelmente ocorrerão novos surtos de patógenos que desencadeiam a síndrome.

O diagnóstico é fundamentado na história do paciente, no exame clínico neurológico, nos achados eletrofisiológicos e o exame do líquido cefalorraquídeo (liquor). 

O diagnóstico e o manejo da Síndrome de Guillain-Barré podem ser complexos, pois a apresentação clínica e o curso da doença são variáveis. Deve ser considerada como um diagnóstico provável em pacientes que apresentem fraqueza bilateral rapidamente progressiva das pernas e/ou braços, na ausência de envolvimento do sistema nervoso central ou outras causas óbvias. 

A maioria dos pacientes atinge o pico de incapacidade máxima dentro de 2 semanas. Quase 20% deles desenvolvem insuficiência respiratória e necessitam de ventilação mecânica. A mortalidade é estimada em 3-10%, mesmo com o melhor atendimento médico disponível.

Após a fase de piora progressiva inicial, os pacientes atingem uma fase de platô que pode durar de dias a semanas ou meses, logo da qual começam a se recuperar e 60 a 80% dos pacientes são capazes de caminhar de forma independente 6 meses após o início da doença.

A melhora clínica geralmente é mais intensa no primeiro ano após o início da doença e pode continuar por mais de 5 anos.

A terapia imunomoduladora (Imunoglobulina Intravenosa ou plasmaférese) deve ser iniciada urgentemente desde que os pacientes não conseguirem caminhar de forma independente por 10 metros.

A imunoglobulina intravenosa (IGIV) e a troca de plasma (plasmaférese) são igualmente eficazes no tratamento da síndrome. Nenhum outro tratamento provou ser eficaz. Como a IGIV é mais fácil de administrar (pode ser aplicada ambulatorialmente) e mais amplamente disponível do que a plasmaférese é considerada o tratamento de escolha.

Nem a IGIV nem a plasmaférese são contraindicadas durante a gravidez. No entanto, como a plasmaférese requer considerações e monitoramento adicionais, a IGIV costuma ser preferida.

Dr. Javier Ricardo Carbajal Lizárraga.
CREMESP 92607. RQE 21798.
Especialista em Alergia e Imunologia.

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