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Hipogamaglobulinemia Transitória da Infância: Entenda aqui!

Hipogamaglobulinemia Transitória da infânciaQuando os níveis baixos de anticorpos persistem após os 6 meses de idade, deve-se suspeitar de Hipogamaglobulinemia Transitória da Infância.

Leia até o final e saiba mais sobre o assunto!

A Hipogamaglobulinemia Transitória da Infância

Hipogamaglobulinemia Transitória da infância

Os bebês recém-nascidos são incapazes de fazer seus próprios anticorpos (Imunoglobulinas ou gamaglobulinas ou Ig). Em vez disso, os bebês dependem dos anticorpos que a mãe passa pela placenta para eles durante os últimos três meses de gravidez. Esses anticorpos são importantes na proteção de bebês contra as infecções.

Gradualmente, o sistema imunológico humoral do bebê amadurece e começa a produzir seus próprios anticorpos. Às vezes, leva mais tempo do que o esperado para as crianças criarem seus próprios níveis suficientes de anticorpos. Isso é chamado de Hipogamaglobulinemia Transitória da Infância.

Foi estimado que um em cada mil crianças tem Hipogamaglobulinemia Transitória da Infância; porem, imunoglobulinas não são rotineiramente verificadas na avaliação pediátrica de crianças. Por esse motivo, esta condição pode ser subdiagnosticada.

A causa é desconhecida, mas acredita-se que seja devido ao que às células B (as células que produzem anticorpos) demorem mais para amadurecer do que o normal.

Algumas crianças com a Hipogamaglobulinemia Transitória da Infância podem não mostrar os sintomas enquanto outras têm infecções recorrentes a partir da infância.

Os sintomas e os tratamentos dessa condição

Infecções recorrentes do trato respiratório superior são comumente observadas, especialmente infecções de ouvido. Também podem ocorrer infecções do trato respiratório inferior, como bronquite e pneumonia. Foram relatadas infecções mais graves que afetam a corrente sanguínea, o cérebro e o trato gastrointestinal (GI).

Hipogamaglobulinemia Transitória da infância

Por definição, o transtorno deve resolver completamente que antes dos 6 anos ou ainda até os 10 anos de idade, porém, crianças afetadas com infecções oportunistas, atopia ou autoimunidade, podem ter um prognóstico mais complicado e ainda desenvolver sequelas.

Para crianças com sintomas, o objetivo do tratamento é prevenir a infecção e evitar sequelas. Naqueles com infecções recorrentes ou graves que continuam a ter infecções mesmo ao receber profilaxia com antibióticos, a Terapia com Imunoglobulina (Ig) deve ser aplicada.terapia de reposição

Estudos de grupo e a experiencia clínica tem mostrado claramente que a Terapia com Imunoglobulina não prolonga o curso natural da Hipogamaglobulinemia Transitória da Infância, ao invés, existe evidencia que aponta que a resolução do quadro se dá em maior frequência nas crianças que recebem Imunoglobulina. Quando bem desenhado e aplicado por profissionais experientes, o tratamento é muito bem tolerado e resulta no desenvolvimento normal da criança.

Você achou que o artigo foi útil? Quer saber mais sobre a Terapia com a Imunoglobulina? Veja o nosso vídeo sobre o assunto.

Dr. Javier Ricardo Carbajal Lizárraga
CRM/SP 92607. RQE 21798.
Especialista em Alergia e Imunologia

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DR. JAVIER RICARDO CARBAJAL LIZÁRRAGA
ALERGIA E IMUNOLOGIA - RQE 21798 - CRM-SP 92607
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