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Deficiência Específica de Anticorpos: O Caso de João

João, um jovem de 25 anos, apresentava histórico de otite recorrente na infância e rinossinusite crônica e bronquite desde a infância. Na adolescência, ele desenvolveu acne, e após a adolescência, surgiram a rosácea e a psoríase. As consultas médicas anteriores não haviam elucidado a causa subjacente desses problemas, tratando cada condição isoladamente.

Rinossinusite Crônica

Diante da persistência e variedade dos sintomas, João foi encaminhado a um imunologista. A avaliação inicial revelou níveis normais de imunoglobulinas, mas um teste de resposta à vacina pneumocócica indicou uma produção insuficiente de anticorpos específicos.

Com base nos achados clínicos e laboratoriais, o diagnóstico de Deficiência Específica de Anticorpos (DEA) foi estabelecido. Essa condição, caracterizada pela incapacidade de produzir anticorpos contra determinados antígenos, pode predispor a infecções recorrentes, doenças autoimunes e condições inflamatórias como a rosácea e a psoríase.

O tratamento instituído para João incluiu imunização com vacinas conjugadas, antibioticoterapia profilática e reposição de imunoglobulina. O manejo das condições de pele também foi otimizado, considerando a imunodeficiência subjacente.

Após o início do tratamento, João apresentou melhora significativa, com redução das infecções e controle das doenças de pele.

O caso de João ilustra a importância de considerar a DEA como um diagnóstico diferencial em pacientes com histórico de infecções recorrentes e/ou doenças inflamatórias, mesmo na presença de níveis normais de imunoglobulinas. O diagnóstico preciso e o tratamento individualizado são fundamentais para melhorar a qualidade de vida desses pacientes.

A Deficiencia Específica de Anticorpos em Foco:

  • O que é: Incapacidade de produzir anticorpos específicos, apesar dos níveis gerais de imunoglobulinas estarem normais.
  • Manifestações: Infecções recorrentes (sinusite, pneumonia, otite), doenças inflamatórias e alergias de difícil controle.
  • Diagnóstico: Avaliação clínica imunológica, dosagem de subclasses de IgG, testes de resposta vacinal.
  • Tratamento: Imunizações, antibióticos (profilático ou para tratar infecções), Reposição de Imunoglobulina (IVIG).

Se você ou alguém que você conhece enfrenta infecções recorrentes ou condições inflamatórias persistentes, considere procurar um imunologista para uma avaliação detalhada. O tratamento certo pode transformar a qualidade de vida, assim como fez para João. Compartilhe esta história para ajudar outras pessoas a entenderem mais sobre a SAD e a importância de buscar ajuda médica quando enfrentam problemas de saúde persistentes.

 

Dr. Javier Ricardo Carbajal Lizárraga.

Especialista em Alergia e Imunologia.

Crianças e adultos.

RQE 21798. CRM/SP 92607.

Alergista e Imunologista pela USP e Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia. Membro da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI; American Academy of Allergy; Asthma & Immunology AAAAI member; Clinical Immunology Society CIS member; European Academy of Allergy and Clinical Immunology (EAACI) member; European Society for Immunodeficiencies member and Latin American Society for Immunodeficiencies (LASID) member.

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